10 de nov de 2010

Sombras

Explorando a expressividade das sombras e do movimento corporal.





9 de out de 2010

p e s q u i s a s t o p m o t i o n .

1. O QUE É ?

Stop Motion (do inglês “movimento parado”) é uma técnica de animação na qual o animador trabalha fotografando elementos, fotograma a fotograma (ou quadro a quadro) de modo que, entre um e outro, o animador muda um pouco a posição dos objetos. Para isso utilizam-se recursos como máquina fotográfica, filmadora e/ou computador. Os materiais são diversos, como massinha, recortes, arames, bonecos, objetos, etc.

Fontes:

www.wikipedia.com.br

www.eba.ufmg.br

2. DESTAQUE UM OU DOIS ARTISTAS COM SUAS DEVIDAS OBRAS.

http://www.youtube.com/watch?v=QkmKhd_h3lk

O primeiro trabalho de Tim Burton em stop-motion conta a história de Vincent Malloy, um garoto de sete anos que quer ser como Vincent Price.

Tim Burton de destaca no cinema atual com filmes nos quais executa a técnica do stop-motion e cujas características principais são a bizarrice e as questões sombrias, perceptíveis em vários de seus títulos, dentre os quais “O Estranho Mundo de Jack”e “A Noiva Cadáver”, bastante conhecidos.


3. CRIE UM PROJETO PARA UM STOP MOTION.

Como nunca antes havia me aventurado na linguagem do stop motion, a primeira criação teve caráter experiencial. O mais interessante é que durante o processo fotográfico é que a ideia de tema e sequência foi se tornando mais nítida. O que inicialmente se configurava como mera experiência acabou ganhando tema e história, que fala de um amor provavelmente já vivenciada por todos, em que não se tem coragem de declarar os sentimentos e aparece um amigo ou amiga que dá o empurrãozinho necessário. Com seis porquinhos e uma dose de humor, constrói-se a história de um casal e seus futuros filhotinhos.

No segundo, a ideia é homenagear uma amiga de longe, cujo apelido é Tatu. Usando elementos de seu agrado e cotidiano, monta-se um cenário pensado para refletir a sua personalidade e uma história que objetiva dar certa graça ao stop motion.

21 de jun de 2010

s e r v i u .


Além de cortarem o fio que sustentava o chapéu, penduraram na obra luvas e balões.


Deixo aqui a denúncia da falta de respeito dos acadêmicos da UNIPLAC.

E que serviu, serviu.

8 de jun de 2010

p a r a m u i t o s a q u i , s e r v e .

Infelizmente a destruição e desrespeito com os trabalhos de arte não cessaram com o protesto já postado anteriormente e, novamente, foi a revolta referente a mais uma destruição que motivou a elaboração e realização deste que aqui exponho agora.

"Para muitos aqui, serve" protesta contra a falta de respeito às obras que se colocam acessíveis ao público, sem uma grade de proteção, sem guardas, sem que uma força maior - além do respeito e do bom senso - impeça que se atinja negativamente a obra de arte.
Assim, o chapéu, representando o trabalho artístico expõe-se isolado por muitos fios, de modo que, para alguém alcançá-lo é necessário estragar parte da obra.
E mesmo que ninguém o alcance, só o fato de tentar ou de cortar os fios por puro prazer já indica que o chapéu serviu para aqueles que o fizerem.

Etiqueta

Visto de cima

Visto de baixo



Minha fiel e disposta ajudante :P

p e q u e n o s p r a z e r e s .

Em entrevista à revista Vida Simples, o escritor, dramaturgo e diretor de cinema Domingos Oliveira disse o seguinte: "a arte oscila o tempo todo entre o terror e a glória (...) Do terror já se falou muito e isso criou um mundo onde as alegrias estão ocultas. Eu acho muito mais necessário hoje em dia falar da glória do que do terror. Já foi tudo muito denunciado. É preciso denunciar que vale a pena viver."

Partindo desta ideia elaborei o trabalho de pintura contemporânea intitulado "Pequenos Prazeres".
Dois píres (suporte não escolhido por acaso, mas por já representar, em si, um pequeno prazer para mim) carregam mensagens: em um deles uma pequena frase que, em outra palvras, concorda com o que disse Domingos Oliveira; no segundo, mais pessoal, uma série de frases em que expresso o que, para mim, representa os pequenos prazeres: aqueles que às vezes passam despercebidos mas que, na verdade, são os pequenos grandes momentos que fazem a vida valer a pena.

"Viva os pequenos prazeres / Para que os desprazeres não vivam você."

Texto: PRAZER: Traduz-se ao levar à boca uma colher cheia de danoninho e comer de uma vez só. Mostra-se também na simples visão de uma xícara de chá fumegante ilumunida pela fina luz de um abajur. Ouve-se no delicioso som da chuva ou no das folhas secas sendo pisadas. No latido do cachorro anunciando a chegada. Está num sussurro ao pé do ouvido, no abrir daquele sorriso, no miúdo bilhetinho "só para dizer que eu te amo", e na flor escondida na manga da blusa do namorado. No toque, nas mãos, sobre os pelos, respiração ofegante, língua com língua, no sexo, grande prazer. No amor, no abraço, na amizade. O prazer está em rir até a barriga doer, em pregar uma peça numa pessoa querida, em abrir a caixinha de correio e encontrar uma carta. O prazer de comer um chocolate ou aquele doce da vó. Mergulhar morango no açúcar. Descobrir um novo escritor, comprar um livro novo, cheirar as páginas. O prazer de perceber que se teve a sorte de conhecer aquela pessoa. De ser compreendido. De se dar bem. O prazer está acima, no céu estrelado que nos convida a deitar no chão para apreciá-lo. Está sob nossos pés, na areia fina e macia. O prazer nem anda tão escondido. Pode estar numa visão, num cheiro, num som. Em uma pessoa. Duas. Três. Um montão! Ele está aí sorrindo na próxima superação. Está lá naquela caixa de memórias cheia de bugigangas. No sutil apertar das mãos. No sincero "estou contigo". No qie é belo ou nem tanto assim. É só abrir os olhos.

Detalhe

17 de mai de 2010

n ã o p e r c a t e m p o .


É sobre o tempo.
Sobre esse mundo agitado, onde a ordem é não perder.
Onde deixa-se de lado aquilo que é essencial, aquilo que aparentemente não é lucrativo e substitui-se pelo trabalho excessivo, pelo dinheiro e pelo que se chama "importante".
O que vale realmente a pena? Não perder tempo? Ou "perder", e ganhar um pouco mais de humanidade, do que nos faz sentir vivos, do que compõe nossa essência, do que nos faz feliz?


Trabalho concluído

Detalhe

Visto de cima

Montando

21 de abr de 2010

p r o t e s t o .

Durante cerca de 4 horas pessoas se empenham em montar uma obra. O resultado agrada. Passam-se menos de 24 horas e o trabalho aparece DESTRUÍDO e, a seguir, AUSENTE, pois é necessário limpar os restos.
Tenho certeza que a situação descrita já aconteceu e acontece em diversos lugares, atingindo muitas obras e revoltando muitos artistas.

Porém, se estes destruídores sentem-se livres para acabar com o trabalho alheio, sentimo-nos livres para protestar tal agressividade com mais arte! Não ficaremos caladas diante da estupidez dos ignorantes.

E vale deixar claro que ignorante, na frase que compõe o trabalho, não é um mero xingamento, mas se refere ao ignorante que infelizmenente não entende, que não conhece e que, por consequência, não respeita.

Para finalizar, só uma sugestão para aqueles cujo bom senso e educação estão em falta: se você não entende ou não tem informação suficiente, fique na sua ou vá buscar entender.



No local onde antes havia a obra "Memórias", que foi supostamente destruída por estudantes da Universidade, interferimos com panfletos de protesto.

As mensagens estampadas nos (100) panfletos dispostos pelo local.



m e m ó r i a s .

É sobre isso este projeto em dupla, realizado por mim e por Priscila Tonon.
São lembranças, memórias, vivências - que deixaram saudades, angústias ou que serviram de ponto de partida para algo que ainda persiste atualmente - compartilhadas com completos desconhecidos. Como se abríssemos nossas caixas de memórias individuais e permitíssemos que qualquer passante as vasculhasse. Além disso, é interessante pelo fato de que a exposição da vida íntima, hoje em dia, tornou-se popular. A internet é um bom exemplo, com seus diversos recursos.
Enfim, os balões estão lá, como memórias suspensas, dependendo de apenas um estímulo para virem à tona.

As mensagens prontas para serem colocadas nos balões.

O processo de montagem.

Trabalho concluído com alguns balões já estourados.

A reação de quem participava da obra e a leitura das mensagens, que, depois, seriam colocadas na caixa.

O passo a passo, mostrado por Felipe, um de nossos colegas.

Pra ter uma noção do espaço.

As mensagens de Priscila Bonatto.

E as da Priscila Tonon.


18 de abr de 2010

p a r a r e f l e t i r .

"A grandeza de uma obra de arte está fundamentalmente no seu caráter ambíguo, que deixa ao espectador decidir sobre o seu significado."
(Theodor Adorno)

"A emoção estética deixa o ser humano num estado favorável à recepção de emoções eróticas. A arte é cúmplice do amor. Tire o amor e não haverá mais arte."
(Remy de Gourmont)

"Quando alguém compra algum dos meus trabalhos de arte eu espero que seja porque desejem aprender com ele e não porque pensem que vai combinar com suas cortinas."
(Christian Cardell Corbet)

"A arte é necessária para que o homem se torne capaz de conhecer e mudar o mundo. Mas a arte também é necessária em virtude da magia que lhe é inerente."
(Ernst Fischer)

"A beleza absoluta e eterna inexiste, ou melhor, é apenas abstração empobrecida na superfície geral das diferentes belezas. o elemento particular de cada beleza vem das paixões, e como temos nossas paixões particulares, temos nossa beleza particular".
(Charles Baudelaire, 1846)

"A arte pode ser ruim, boa ou indiferente, mas qualquer que seja o adjetivo empregado, temos que chamá-la arte. A arte ruim é arte, do mesmo modo como uma emoção ruim é uma emoção".
(Marcel Duchamp, 1957)

"A arte é individual como criação e plural como significado".
(Frederico Morais, 1994)

"Ela (a arte) pede um olhar curioso, livre de 'pré-conceitos', mas repleto de atenção".
(Katia Canton)


Imagem de obra exposta em Porto Alegre.

p r o c e s s o .

Trabalho de pintura em processo...

16 de abr de 2010

n ã o a d i a n t a , m a s q u e m c o n t r o l a ?

Este é o título do meu primeiro projeto concretizado na disciplina de Arte Contemporânea.
Creio não ser necessário me estender em detalhes quanto ao significado, pois o trabalho fala por si, mas, em síntese, é a união de uma questão individual colocada de forma generalizada. Afinal, quem nunca chorou (e chora ainda) pelo leite derramado? Quem não se lamenta por coisas que já aconteceram e deixaram seus rastros, seus fantasmas, suas sequelas?
Utilizei-me da arte neste trabalho como meio de extravasar certas angústias que me atormentam diariamente, afinal, é esta uma das maravilhosas possibilidades da arte, não é? Extravasar, materializar, colocar pra fora para ver se ameniza, pelo menos um pouquinho.








11 de abr de 2010

d e s c o b e r t a a o a c a s o .

Foi assim, meio por acaso, que descobri que aquela criatura que eu andava ouvindo no aparelho de som era, além de compositor e cantor, artista plástico.
É sobre Arnaldo Antunes que quero falar, e não vou me estender em nenhuma biografia, não é isso. O fato é que eu desconhecia completamente o trabalho do tal senhor e, a partir do momento que me deparei com seus poemas visuais, me apaixonei!
Além disso, o motivo pelo qual ele aparece aqui citado, é que tanto seus trabalhos como o de outros artistas que se utilizam de símbolos e letras em conjunto têm me inspirado nos projetos que irei realizar e postar aqui em breve.

Para quem ainda não conhece, fica a dica:

www.arnaldoantunes.com.br

p a r a c o m e ç o d e c o n v e r s a .

"Podemos colocar a questão da seguinte maneira: toda arte é condicionada pelo seu tempo e representa a humanidade em consonância com as idéias e aspirações, as necessidades e as esperanças de uma situação histórica particular." (Ernst Fischer - A Necessidade da Arte)

Para começo de conversa, optei por um pequeno trecho, bem sintetizado, que esclarece, ao menos um bocado, a respeito do que é a arte, para que ela serve e por que necessita-se dela.